Avicultura

Estresse térmico na criação de aves: como identificar e resolver o problema?

O estresse térmico é um problema recorrente na avicultura. Afinal, a temperatura errada pode trazer prejuízos para a criação das aves, fazendo com que elas se irritem e fiquem doentes.

Sendo assim, como resolver esse problema? Quais são os indícios mais precisos para identificá-los? O que causa? Se você deseja compreender melhor sobre esse assunto, confira o post que preparamos!

Quais são as causas do estresse térmico?

As temperaturas elevadas do Brasil demandam uma incessante preocupação com o conforto animal em qualquer tipo de cultura. Nesse sentido, se o frio pode trazer problemas para as aves no estágio inicial das criações, o verão tende a ser bastante prejudicial na fase adulta.

Isso acontece por conta da alta retenção de calor em oposição à baixa capacidade de dissipá-lo. Ou seja, uma ave nessas condições tenta trocar sua temperatura corporal com a do meio, a fim de amenizar seu desconforto, fazendo um esforço que pode levá-la ao estresse.

De qualquer modo, é válido ressaltar que isso se dá pelo fato de serem animais homeotérmicos. Sendo assim, como os humanos, elas tentam manter uma constante e estreita faixa de variação de temperatura nos órgãos vitais.

Quais são os sintomas nas aves?

A veterinária Juliana Batista, em artigo escrito para a Avicultura Industrial, dá dicas preciosas para que seja possível identificar esses sintomas. Veja, logo abaixo, um trecho de seu trabalho:

Aves estressadas pelo calor procuram manter sua termoneutralidade através do aumento da frequência respiratória, o que pode levar a uma condição de alcalose respiratória devido à excreção do HCO3- e CO2. Para aumentar as trocas de calor com o ambiente, as aves se agacham e mantêm as asas afastadas do corpo, o que aumenta a área de superfície corporal e o fluxo sanguíneo para áreas descobertas pelas penas, como crista e barbela.

Além disso, também é possível notar outros indícios de calor, que podem implicar o estresse térmico. Alguns exemplos disso são:

  • bico aberto por muito tempo;

  • significativa elevação no consumo de água;

  • aumento da taxa respiratória.

O que fazer para resolvê-lo?

Levando em consideração que a produtividade da avicultura geralmente é muito danificada por esse tipo de desconforto, é fundamental pensar em determinadas medidas para solucioná-lo.

Em primeiro lugar, há a necessidade de saber o que não deve ser feito, já que certas atitudes não resolverão o problema e ainda farão com que ele piore. Aumentar o consumo de água ou molhar o local onde as aves dormem se encaixa nessa conjuntura. Essas ações podem levar ao desequilíbrio mineral e à produção acelerada de amônia, agravando a situação.

A melhor saída, nesses casos, é rever o local onde as aves estão alocadas e pensar em um bom sistema de ventilação. Batista, mais uma vez, nos ajuda a elucidar a questão:

A ambiência é um fator preponderante para o sucesso da criação das aves (…). No momento da decisão da construção do aviário, fatores como orientação Leste-Oeste, paisagismo circundante e altura de pé direito devem ser avaliados por um profissional especializado que poderá dar informações importantes e decisórias para obtenção de melhores resultados.

Dessa forma, o investimento nesse tipo de negócio não pode deixar os cuidados com o aviário de lado. Só assim o estresse térmico será evitado e a produção atingirá melhores resultados.

Se você gostou das dicas do post e deseja obter maiores informações, entre em contato conosco. Teremos prazer em lhe ajudar!

Sobre o autor

Marangoni Conforto Animal

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