Avicultura

Como evitar a perda de animais na avicultura

No Brasil, a cadeia produtiva da indústria frigorífica avícola está calcada preponderantemente em dois elementos: frango de corte e sistema intensivo de produção (em que o animal é criado em galpões durante todo seu ciclo de vida).

Acumulando bons resultados nos últimos anos (mesmo durante a crise), a avicultura tira proveito do status de fornecedora de proteína barata e, impulsionada pelo progresso tecnológico da produção, consegue crescer a passos largos.

A questão é que, independentemente da modalidade de criação, todos os anos, no Brasil, centenas de animais ainda são perdidos por ineficiência nos processos de confinamento, alimentação e abate.

Até mesmo a falta de energia tem sido um algoz relevante dos criadores de aves, uma vez que o calor e as frequentes oscilações de temperatura (ventilação inadequada) são uma verdadeira sentença de morte no setor. De fato, a perda de animais na avicultura ainda é um problema sistêmico no país.

Se você é responsável pela produção na pecuária industrial, deve saber bem do que estamos falando. Mas como reduzir essas falhas? Este artigo vai mostrar algumas das principais razões para as altas taxas de mortalidade no setor e quais processos devem ser modificados para implementar um manejo saudável e sustentável no segmento avícola! Confira!

Quais são os maiores motivos para a perda de animais na avicultura?

Em contato com produtores, é curioso observar suas queixas frequentes sobre o excesso de regulamentações governamentais a respeito do bem-estar dos animais — como se isso batesse de frente com a produtividade e o aumento da margem de lucro.

Na verdade, a adoção do manejo adequado é preponderante para a efetivação de bons resultados econômicos. A título de exemplo, basta lembrar que a submissão de um lote à poluição sonora excessiva, oriunda de ventiladores de baixa qualidade, pode desencadear reações fisiológicas irreversíveis nas aves, como a liberação de hormônios que vão comprometer a qualidade da carne ou dos ovos.

Na mesma perspectiva, alguns estudos indicam que a falta de cuidado no transporte pode resultar na perda de até 20% dos animais em deslocamento (por exposição ao sol, superlotação ou ausência de alimentação adequada). Sem contar que, na movimentação, bastam algumas freadas para que surjam contusões que podem colocar em risco todo o esforço de confinamento anterior.

Quais são os cuidados necessários para garantir a saúde das aves?

O sistema intensivo para a produção de frango e galinha caipira pode ser lucrativo desde que os cuidados mínimos de manejo sejam seguidos à risca, sob pena de elevação nas taxas de perda de animais na avicultura.

A produção aviária deve centralizar suas energias na adoção de ações e investimentos que garantam que o lote se mantenha saudável do início ao fim da criação. Assim, é fundamental manter a cama aviária sempre em condições sanitárias adequadas, com controle rígido de pragas, programa de vacinações e acondicionamento baseado em um volume de frangos por metro quadrado que não retire o conforto dos animais.

Higienização do lugar

A limpeza em granja avícola é assunto sério. De nada adianta investir pesado em monitoramento remoto de iluminação e acompanhamento computadorizado sobre o ganho de peso dos animais, por exemplo, se os cuidados básicos com desinfecção não são adotados.

A limpeza do galpão deve ser feita em duas etapas, sendo a primeira a limpeza seca (remoção do material orgânico), seguida da higiene úmida (detergentes). Como muitas indústrias não seguem rigorosamente esses cuidados, a perda de animais na avicultura se torna inevitável.

Temperatura do ambiente

Elemento-chave no bem-estar dos animais, a temperatura deve ser alvo de investimento intenso da parte da indústria. Em muitos aviários, à noite há problema de frio, e de dia os animais sofrem com o calor. O ponto central aqui é que não é uma questão de resfriar ou aquecer, mas de manter a temperatura adequada para aquele ambiente.

Ventiladores na avicultura, se forem de baixa qualidade, podem gerar perda de animais — tanto por desequilíbrios na temperatura quanto pelo barulho constante, que pode estressá-los e abrir as portas para doenças (pela redução da imunidade).

Bem-estar do animal

O produtor que deseja ter ganho econômico com a produção deve, primeiramente, entender o comportamento dos animais que está criando. A entrada frequente de pessoas estranhas no galpão, por exemplo, gera irritação nas aves e o desejo de fuga.

Esse ímpeto de escapar gera batimentos constantes de asas, além do fato das aves subirem em cima das outras. Todo esse estado de tensão coletiva resulta costumeiramente em fraturas e lesões. O bem-estar do animal é fator-chave no sucesso da indústria.

Disponibilidade de água e ração na medida certa

Exceder a quantidade de ração pode gerar perda de animal. É preciso ter quantidade balanceada de alimento. Como você controla essa questão em seu aviário?

Controle de pragas

As aves podem ser hospedeiras de uma série de bactérias e vírus se não houver uma política robusta de controle de pragas no ambiente, além da vacinação. A simples contaminação da ração com urina de roedores tende a gerar perda de animais na avicultura em escala inimaginável.

Como os equipamentos de conforto animal podem ajudar?

A ventilação deve ser adequada para cada metro quadrado de granja, devendo ter também baixo consumo de energia. É imprescindível um sistema de ventilação que promova uma temperatura equilibrada em todos os pontos do galpão, com discreto nível de ruído e mínima manutenção possível.

Não adianta ter equipamentos baratos, mas que não lhe tragam resultados. Basta um episódio de superaquecimento para a perda de todo o lote. Dessa forma, existem atualmente no mercado equipamentos que são referência em conforto animal, dotados de vazão maior do que a média do segmento, com percentual ínfimo de ruído e intensa economia de energia (facilitando o investimento em painéis solares).

Ter ventiladores de conforto animal pode ser o tênue limiar que divide a alta produtividade e a perda de animais na avicultura. Isso porque em cada idade das aves há uma zona de conforto térmico — a que os animais são extremamente sensíveis.

A título de exemplo, em uma granja com aves adultas, estima-se que a temperatura do local não deve ser mais de 25 graus, com umidade que não avance sobre os 70%. Lembre-se que se as aves ficarem submetidas às altas temperaturas do verão, por exemplo, seu tempo de engorda será elevado e a quantidade de ovos será reduzida drasticamente. Isso significa aumento de custos.

Você não quer que sua produção registre perda de animais na avicultura, certo? Então assine nossa newsletter e receba em seu e-mail dicas e conteúdos exclusivos sobre avicultura, suinocultura, pecuária leiteira, tecnologia na produção industrial e muito mais!

Sobre o autor

Marangoni Conforto Animal

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